A participação da Tecnologia na Gestão da Inovação

Ainda que muitos líderes e gestores de grandes empresas reconheçam a importância da inovação, a maior parte falha em implementá-la de maneira consistente e efetiva. Um estudo divulgado pela McKinsey indicou que 84% dos executivos consideram a inovação fundamental para uma estratégia de crescimento, mas apenas 6% se disseram satisfeitos com a performance de suas organizações nesse quesito. 

Isso ocorre porque as lideranças não investem em uma gestão profissionalizada em inovação e deixam esses projetos correrem paralelamente, sem qualquer estratégia. Dada a importância do tema para o crescimento das empresas – tal como foi reconhecido por 84% dos executivos entrevistados – é justificável desenvolver de uma gestão focada em criar e implementar protocolos para direcionar as ideias. 

Além disso, quando a empresa valoriza as ideias dos colaboradores e disponibiliza uma estrutura adequada para trabalhá-la, gera-se um engajamento interno, o que consequentemente gera mais inovação. Por isso é preciso fomentar uma cultura organizacional que abra espaço e incentive o compartilhamento de ideias. 

O que é gestão da inovação 

É uma forma organizada de trabalhar as ideias inovadoras no ambiente corporativo e obter benefícios como valor agregado, aumento de receita e otimização de processos. Para isso é preciso investir em uma equipe focada na criação de um fluxo de recebimento das ideias, validação interna, desenvolvimento, métodos de mensuração, validação externa e muitas outras etapas, para só depois oficializar a sugestão em forma de produto ou serviço. 

Como esse é um processo que depende de muitos testes e validações, seu gerenciamento deve se basear na mentalidade Lean (gestão enxuta), segundo a qual deve-se “errar rápido para corrigir rápido”. Essa metodologia evita desperdício de tempo e dinheiro, e para isso valoriza as etapas de validação e feedback das ideias por parte do público alvo. 

Também é muito comum acontecer de uma organização primeiro identificar um problema ou frustração do cliente para então buscar ideias inovadoras que ajudem a proporcionar uma experiência melhor. Nesse caso, a abordagem indicada é o design thinking, que coloca o usuário final no centro do processo, para a partir daí gerar insights criativos. 

Já a ISO 56002 é uma novidade que surgiu há poucos meses para ajudar as empresas a prepararem essas estratégias e entenderem melhor como se dá a inovação no ambiente corporativo. Ainda que tenha causado estranheza no início, o mercado entende que é um guia muito valioso para aqueles que querem aprender a transformar uma ideia em um produto único. 

O papel da tecnologia na inovação 

No processo da inovação, muitas soluções digitais simples e de fácil usabilidade podem ser aplicadas para reunir pessoas e ideias, registrar avanços e monitorar os resultados.  

Veja uma lista de ferramentas de utilidade nessa jornada: 

  • Software de CRM (Customer Relationship Management): Ainda que seja uma solução desenvolvida para o processo de vendas e marketing, ela ajuda a traçar e acompanhar as etapas de um trabalho individual ou em equipe e algumas empresas utilizam inclusive na gestão da inovação; 
  • Ferramentas de organização de projetos: O Slack é um excelente exemplo de solução que permite criar diferentes canais de conversa para um mesmo projeto, e todos podem discutir os temas organizada e separadamente; 
  • Organização de agenda e fluxo: De forma mais informal, ferramentas como o Trello permitem criar uma lista de afazeres – individual ou colaborativa – com uso de quadros e cartões que ajudam na priorização das tarefas; 
  • Sistemas online de feedback: O monitoramento constante é fundamental para o sucesso de uma estratégia de inovação, e para coletar feedbacks pode-se utilizar tanto ferramentas simplificadas e de grande alcance como o Google Forms quanto soluções desenvolvidas para esse fim, mas que têm um custo maior; 
  • Plataformas de conferência online: As opções são muitas, portanto cabe a cada organização escolher aquela à qual os funcionários já estão adaptados – possivelmente a mesma que está sendo utilizada para viabilizar o home office

Os processos de gestão da inovação precisam, portanto, ser criados e guiados com seriedade e responsabilidade e baseados em protocolos muito bem definidos. Se você tem interesse em aprender mais sobre o assunto, inscreva-se em um dos cursos de inovação da Setec. 

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