Foi divulgado recentemente pela Price Waterhouse Coopers (PwC) o ranking de qualidade de vida para 26 das principais cidades do mundo. Para sua formulação foram levados em conta aspectos como transportes, infraestrutura, alimentação, saúde e segurança, sustentabilidade e custo.
Em qual posição você, morador de São Paulo, acha que a cidade ficou, pensando nos itens citados acima? Pra nós, que moramos aqui desde sempre, não foi surpresa ver que a maior cidade da América do Sul ficou na 26ª colocação, na frente apenas de Mumbai (Índia) e Joahnnesburgo (África do Sul).

São muitos pontos nos quais a cidade peca, como transporte e infraestrutura, por exemplo, item que ficamos na frente apenas de Joahnnesburgo. E realmente, para uma cidade do tamanho de São Paulo a malha metroviária é muito deficiente e ainda somos completamente dependentes dos ônibus para nos locomovermos, o que, claro, prejudica muito o trânsito. Menos Metrô, mais carros nas ruas, e isso acaba se tornando um círculo vicioso.
Em saúde e segurança, a cidade também está na penúltima colocação, à frente apenas de Moscou. Quanto ao custo para se viver, a capital paulista amarga outro penúltimo lugar. Para os moradores, preços como os dos táxis e alimentação são abusivos. É só comparar com os mesmos produtos em outros países do mundo.
O único aspecto no qual São Paulo se destacou positivamente foi na questão da sustentabilidade: inspeção veicular, frota de ônibus movida a etanol, além do uso desse mesmo combustível nos carros etc.
Para uma cidade do tamanho da de São Paulo, com uma economia crescente e de destaque mundial, o 26° lugar em qualidade de vida não ajuda em nada na hora de reter talentos e investimentos. Uma boa oportunidade para melhorias significativas está se aproximando, o mundial de futebol em 2014. Os investimentos que estão sendo feitos para a Copa, podem alavancar as mudanças. É um ponto importante de análise para a gestão pública.
O primeiro lugar do ranking ficou com Nova York, que veio seguido por Toronto e São Francisco.